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Educação Especial:
como lidar com essa realidade

Por Mariana Parisi

Falar em Educação Especial é tocar em um assunto polêmico. Isso porque a educação de pessoas com algum tipo de necessidade especial já passou por diversas fases: exclusão, marginalização, integração e inclusão.

Dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) não deixam dúvidas de que o movimento de inclusão no Brasil é irreversível, já que a cada ano o número de estudantes com necessidades especiais cresce na rede regular de ensino.

Presume-se que esse crescimento não é por acaso. A Constituição Brasileira de 1988 garante o acesso ao Ensino Fundamental regular a todas as crianças e adolescentes, sem exceção. E também enfatiza que a criança com necessidade educacional especial deve receber atendimento especializado complementar, de preferência dentro da escola.

E tudo isso ganhou mais força com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, de 1996, e com a Convenção da Guatemala, de 2001. Esta convenção teve por objetivo prevenir e eliminar todas as formas de discriminação contra as pessoas portadoras de deficiência e propiciar a sua plena integração a sociedade. E ainda deixa claro que qualquer tipo de diferenciação, exclusão ou restrição é proibido.

Opiniões, leis e regras a parte; o que importa mesmo é saber como tratar e lidar com esses estudantes especiais. Diante dessa realidade, a professora universitária, doutoranda em Língua Portuguesa, Rossana Ramos escreveu a cartilha: “Passos para a inclusão”.

Há dez anos, a autora desenvolve um trabalho diferenciado na área de Educação. Implantou em sua escola um projeto que visa à formação de crianças e adolescentes capazes de construir conhecimento, independentemente de qualquer rótulo que tenham, ou seja, respeitando as mais variadas formas e tempos de aprendizagem.

Na cartilha ela dá algumas orientações para o trabalho em classes regulares com crianças com necessidades especiais. A primeira orientação são os passos para a inclusão: conscientizar a comunidade, ter uma equipe de professores e funcionários preparados, matricular os alunos portadores de deficiência de acordo com sua idade cronológica e etc.

As próximas sugestões são para o plano didático: ajudar os alunos a desmistificar a deficiência e respeitar as limitações do outro, propor que desenhem ou escrevam com os pés, boca ou com a mão contrária, pular corda com um pé só, ver um filme sem som e depois escrever o que entendeu e etc.

A metodologia aplicada na Educação Especial não é restrita, pelo contrário, é bem ampla, já que se atende crianças com múltiplas deficiências. Nesse universo, as metodologias são diversificadas precisando atender as necessidades de cada um.

Segundo a psicóloga Adriana Marcondes, ter receio de receber uma criança com necessidades especiais é normal. “Isso ocorre porque não fomos formados para conviver com as diferenças. Precisamos evitar que nossas crianças passem por isso, tornando-as mais tolerantes”, afirma.

Para isso, seguir os conselhos abaixo ajuda na hora de lidar com essa situação:

• Discuta as dúvidas com a coordenação e com os colegas quando receber uma criança com necessidades especiais;
• Não reduza o aluno à sua deficiência. Apesar de ter características peculiares, ele tem personalidade e carrega uma história e muitas experiências que o tornam único;
• Converse constantemente com outros especialistas que tratam da criança, pois eles podem ajudar a pensar em estratégias para lidar com o aluno;
• Se posicione. E lembre-se de que quem sabe como ensinar a criança é o professor;
• Trabalhe a diversidade – uma característica de todos, e não só da criança com deficiência – ao planejar as atividades;
•Estimule comportamentos solidários entre os alunos. Eles podem, por exemplo, dar idéias de como o colega que usa cadeira de rodas pode ficar bem acomodado na sala de aula.

A inclusão só será um sucesso se o desafio garantir uma educação de qualidade para todos. A finalidade é que os alunos aprendam a conviver com a diferença e se tornem cidadãos solidários. E para isso acontecer, a participação do professor é fundamental.

>> Acesse o site da Secretaria de Educação Especial (portal.mec.gov.br/seesp) e conheça as estatísticas, as leis e as políticas públicas nacionais voltadas à inclusão.

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