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Diversos conteúdos de apoio pedagógico para o trabalho em sala de aula estão disponíveis aqui. Os conteúdos que poderão ajudar na construção de plano de aulas, seminários, atividades, avaliações, pesquisas etc.

   

     
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Nota baixa

Por Cláudia França
 
Por certo período, o aluno com nota baixa fica acompanhado de certas companhias, e entre elas estão: os bicos, os choros, os castigos, enfim, uma série de chateações. É, realmente, quando a nota baixa chega aos boletins escolares, que ela é capaz de fazer o “tempo fechar” na vida de um aluno.

Os momentos difíceis já começam no ato da notícia, que é aquela hora de ouvir “aqueles” comentários do professor e também é quando o aluno percebe alguns “errinhos” que andou cometendo... Em seguida é a vez de enfrentar as “orientações” dos pais, e, neste momento, corre o risco de pegar um castigo do tipo ficar em casa nos fins de semana para se dedicar aos estudos. E, por fim, ainda é preciso elaborar aquele discurso recheado de lamentações e/ou justificativas, que geralmente são mal aceitas.

É verdade que a nota baixa é uma causadora de grandes chateações não só para alunos, mas como também é para pais e professores.

Os alunos encontram os mais variáveis motivos: uns ficam tristes pelo mau desempenho escolar, outros estão mais preocupados com a reação dos pais do que com a avaliação negativa que a nota baixa representa.

Os professores, por sua vez, sentem-se insatisfeitos por não verem totalmente realizado aquilo que é o maior objetivo: o sucesso do aluno no aprendizado.
Diante de tantas vítimas da desagradável nota baixa, o mais importante, talvez, é perceber que a nota baixa é um indício de que existe algo para ser melhorado: o aluno começa a perceber que é preciso encarar os estudos de uma maneira diferente e o professor pode encontrar uma forma de trabalhar melhor o conteúdo e quem sabe até os critérios de sua avaliação.

Então, como é que você vê esta questão?
Envie seu ponto de vista e percorra pelas linhas abaixo para ler os comentários de alunos, professores e outros participantes desta troca de idéias.
 

Comentários, pontos de vista, pensamentos e citações diversas:

Na verdade fico feliz em saber que tenho uma filha que tira sempre boas notas. Porém me entristece saber que ela tenta estudar legal, mas na sala de aula onde a mesma estuda nem mesmo os professores se interessam em ensinar bem. Hoje, por exemplo, minha filha disse que pediu a professora para transferi-la de sala, pois não agüenta mais os coleguinhas da sala de aula bagunçando tanto.
As vezes as crianças tiram notas baixas devido à forma errada de ensinamento (Direção da Escola), os professores ficam com raiva da bagunça dos alunos e não explicam as lições para os alunos que estão realmente interessados em aprender. É o velho ditado... por causa de uns, outros pagam...

Minha filha tem 12 anos, está na 6ª série.
(Maria Izabel)

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Apesar das notas baixas não serem nada agradáveis aos olhos dos pais, isto não significa que apenas o aluno é responsável pelo seu rendimento. Na maioria das vezes a avaliação é apenas quantitativa, o professor não se preocupa em estar revendo as questões que o aluno não aprendeu para novamente avaliá-lo.
(Marta Aparecida de Lima Tarcisio, enviada em 28/06/2004)Claudia Regina, professora, enviada em 27/09/2003)

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Ao longo de 23 anos de magistério, penso que nota baixa de aluno é atestado de incompetência técnica e descompromisso político do professor (intertextualizando as idéias de Guiomar Namo de Mello). Para onde quer que se vá, existem vários caminhos para se chegar lá! Temos o direito a ser iguais quando a diferença nos inferioriza, temos o direito a ser diferentes quando a igualdade nos descaracteriza. (Antonio TEODORO e Maria Lucia VASCONCELOS)
(Francisco Mattos, professor, enviado em 27/09/2003)

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Quer realmente saber minha opinião? Acho que a grande maioria das notas baixa de hoje vem dessa visão assistencialista que a escola tem. A sociedade acha e a escola incorpora que somos responsáveis por tudo, desde ensinar a comer de garfo e faca até a separação da União Soviética. Acontece que uma nota baixa é tida como normal, já que a escola assistencialista não pode reprovar, então para que vou estudar? O que é pior é que o mundo fora da escola não passa a mão na cabeça, e quando essas crianças tiverem fora da escola, já em suas vidas adultas, não saberão como fazer, como enfrentar esse mundo que tanto nos cobra.
(Dilma Andreia Nunes, professora, enviada em 27/09/2003)



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Como educadora, gostaria de me colocar a respeito do assunto. É muito polêmico, mas na minha opinião a nota baixa acaba com a auto-estima de qualquer pessoa. Para uns estimula a estudar mais, para outros acaba com a esperança de poder melhorar. O sistema de avaliação da Rede Municipal do Recife, é o de ciclo, ou seja, não existe notas, mas em compensação não existe reprovação. Resultado, passando todo mundo, passamos também quem não tem condições nenhuma, principalmente para uma 5ª série. Acho que deve haver uma avaliação que também reprove, mas que não avalie apenas quantitativamente.
(Sandra Nobre, educadora, Recife, enviada em 27/09/2003)

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Muito se fala sobre a interdisciplinaridade, mas pouco se aplica. Cada vez mais, nós educadores, nos prendemos à metodologia baseada em conceitos teóricos e não práticos para com os nossos alunos, o que vem nos distanciando da realidade vivida por eles na sua rotina diária. Precisamos trazer para sala de aula questões corriqueiras para eles e tentarmos dentro destas acrescentar conhecimentos mais específicos sem que isto fuja a sua rotina. A partir destas questões levantadas em sala de aula poderemos trazer o aluno para “dentro da sala” despertando curiosidade, raciocínio e antes de tudo participação.
(Adalberto Sales, educador, enviada em 27/09/2003)

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Certamente a questão de nota baixa, é uma questão que remonta a formação histórica desse país. É certo que enquanto não conseguirmos desenvolver uma política propositiva, que atenda não só interesses corporativos, não iremos avançar, ou seja, colocar esse país na chamada rota de desenvolvimento. Mas a nota é uma mera questão menor... na verdade, se esconde a falta de responsabilidade do estado com relação ao seu cidadão.
(Bergher, educador, enviada em 26/09/2003)

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Lembro-me que aqui no Estado de São Paulo os professores já foram avaliados e receberam
conceitos ou notas. Nenhum professor concordou com sua avaliação, quando a mesma se concretizava em nota ou conceitos baixos. E quem avaliava tinha certeza de que estava com a razão! Penso que a nota baixa ou alta não revela o nível de desenvolvimento do aluno. Mais interessante seria que os alunos pudessem participar de sua avaliação em termos qualitativos.
(Mateus Carrijo, educador, enviada em 26/09/2003)

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No Estado do Paraná, os educandos são aprovados com nota 5,0. As empresas, ao contratarem um profissional, não exigem somente 50% de sua capacidade, exigem muito mais. Isso só acontece com a Educação, verificando-se o descaso. Mesmo se fosse elevada para 6,0 ou para 7,0 ainda seria insuficiente, já que se diz que a escola deve ser de qualidade. Então, pergunta-se: onde está a qualidade? Numa turma de 30 alunos, pela minha experiência de trinta anos como professor, acredito que em torno de 20% dos que obtiveram nota baixa sentem alguma frustração, e procuram se redimir nas provas seguintes, enquanto os outros 80%, não comentam o assunto. O comentário que eventualmente podem fazer é: tirar nota alta para que, se nota não arruma emprego! Assim, considero que para alguns, com boa formação de casa, a nota baixa os constrange, mas para a grande maioria de nossos educandos, sem perspectivas, o importante é passar, não importando a grandeza da nota.
(Celso Baseggio, educador, enviada em 26/09/2003)

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Prezados Colegas,
A questão relativa à nota baixa tem de um certo modo nos questionado sobre as práticas pedagógicas desenvolvidas na sala de aula. A maioria das escolas tem se preocupado muito com os aspectos metodológicos, sem num primeiro momento fazer uma reflexão sistematizada sobre a questão de como o aluno constrói conhecimento, como ele estabelece a relação entre a nota e os conhecimentos adquiridos. Percebo também que outros fatores interferem na aprendizagem e na nota: questões de estrutura familiar, pessoal, financeira etc. Deveria então, principalmente os sistemas públicos de ensino, acompanhar mais de perto através de medidas preventivas que garantisse o sucesso dos alunos, vencendo assim os obstáculos. É muito oportuna a discussão sobre notas baixas, pois o que tenho presenciado é uma avaliação da aprendizagem feita de forma aleatória, sem estabelecer nenhum compromisso com o principal agente, que é o aluno. A maioria dos professores não se dá conta de que ele também é parte do processo, e se os alunos não estão conseguindo aumentar as médias, ou fazendo pouco caso no gerenciamento do processo ensino-aprendizagem, está na hora desse professor rever sua atuação e os impactos do seu trabalho na prática pedagógica.
(Jucimar - coordenador pedagógico do Colégio Estadual
Profª Sílvia Ferreira Brito - Ribeira do Pombal – Bahia, enviada em 26/09/2003)

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A nota baixa, bem como todo tipo de fracasso escolar, trata-se de falhas no processo educativo. Essa falha acontece, em alguns casos, por que o educador não acompanha de perto o rendimento do aluno. Não o rendimento acumulado do mês do semestre, mas o conhecimento adquirido diariamente. Esse último é que deveria ser tomado como referência para o professor refletir o seu papel enquanto educador.
(Vanda do Carmo Lucas dos Santos, estudante de Pedagogia UFV-Viçosa-MG, 26/09/2003)

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A nota é uma linguagem: expressa o resultado de uma avaliação. E é como tal que deve ser percebida. Indica em que ponto do processo de aprendizagem nos encontramos. Se estamos bem, ótimo! Vamos em frente. Se não, não há por que nos sentirmos inferiorizados. Está sendo dado um sinal de alerta, indicativo de que algo precisa ser feito para evitar que a dificuldade em prosseguir no caminho da aprendizagem persista. Assim, se a nota é baixa, analisemos o que precisa ser feito para ultrapassar os limites que a estão mantendo nesse nível. Avaliar é encontrar indicadores para se poder regular a aprendizagem.
(Ronaldo Legey, professor, 26/09/2003)

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A respeito, da nota baixa, minha opinião como professor é a de que tal fato deve servir como alerta no processo ensino-aprendizagem. Devemos refletir de tal modo que possamos tirar conclusões que evitem a evolução do problema.
(Edison Borowski, 26/09/2003)

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Creio que a nota baixa deveria ser muito mais estudada do que hoje é! Vejo ainda em alguns professores o prazer em ter várias notas baixas em suas matérias pelo simples fato de que isto lhes dá poder perante os olhos dos alunos... Não consigo mesmo é acreditar que isto possa ser sinônimo de poder e não de irregularidades. Se as crianças não vão bem, algo deve ser feito e ser revisto também!
(Daniela Cândida da Silva, prof. do ensino fundamental de Várzea Paulista, 26/09/2003)

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Essa questão da nota baixa sempre foi um tormento em minha vida. Nunca fui uma aluna especial. Quando fazia as atividades normais de sala, realizava com sucesso, mas quando era dia de prova dava um branco total. Raramente me saía bem. Acredito que a nota não pode ser o único instrumento de avaliação. Muitas vezes, encaminhamos alunos para a série seguinte, só porque tirou nota boa. Decorou e passou, não aprendeu realmente. Mas, hoje, a proposta do currículo é bem diferente, só cabem a nós educadores, capacitarmos e mudarmos nossa prática pedagógica.
(Margarida Meneses de Sena Cruz, professora, 26/09/2003)

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Como professora, percebo a baixa auto-estima dos alunos quando estes se deparam com uma nota baixa. E com certeza isto interfere em seu comportamento. Às vezes me pergunto, por que dar uma nota se isso não vai muitas vezes somar no seu aprendizado, podendo prejudicar sua auto-estima, seu desenvolvimento pessoal e talvez até intelectual? Penso que a avaliação deve ser revista e talvez até mudada.
(Maria Aparecida Moreira Borgo, professora, 26/09/2003)

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Por depender das duas partes (aluno e professor) o motivo da nota baixa precisa ser analisado em detalhes. Muitas vezes, em minha opinião, temos um terceiro agente: a localização ou ambiente de estudo. Não devemos partir do princípio de achar o culpado, mas no de como elaborar um programa que obtenha melhor resultado.
(Ricardo Iurassek, 26/09/2003)

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Realmente, a nota baixa é uma preocupação para todos os que fazem a escola, não somente para o professor; portanto, é preciso descobrir as verdadeiras causas da nota baixa para que se possa encontrar as possíveis soluções. Não se pode encarar a nota baixa como uma dificuldade exclusivamente do aluno nem tão pouco entendê-la como uma deficiência do mesmo, pois há casos em que o aluno entende a matéria dada, participa ativamente das aulas, tem responsabilidade, dedica-se a estudar em horário distinto e tira nota baixa. Então, onde estaria localizado o problema? Será que a forma como ele está sendo avaliado é a ideal? Será que durante o processo ele não demonstra ter passado por transformações significativas a partir de todas as informações que ele recebe? Uma nota não pode ter o poder de condená-lo!
(Flávia Maria Monteiro de Lima, professora, 25/09/2003)

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Um professor tem que ter critérios muito precisos na avaliação de seus alunos e principalmente saber o que ensinou, o que o aluno aprendeu, como isso vai ser cobrado nas avaliações para depois, sim, verificar o motivo do aluno ter atingido uma nota baixa. Estou fazendo uma monografia sobre a Arte e a Avaliação que são conseqüências lógicas: notas baixas. O que na verdade seria uma nota baixa? Isso é um assunto que com certeza vou levar para meus alunos e discutiremos sobre a opinião deles. Gostaria de receber o resultado dessa pesquisa, pois ela pode ser até incluída no meu trabalho.
(Rosana, arte educadora de Resende, 25/09/2003)

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Lanço-me neste momento para a questão da nota baixa que, como educadores, enfrentamos nas avaliações que realizamos com nossos educandos, e faço aqui uma análise a respeito deste assunto considerando o quão é polêmico o assunto referente à Avaliação. Sempre questionei (e continuo questionando) a importância demasiada à nota (quantificada) que damos em nossas avaliações, afinal como se mede o que um aluno realmente aprender? Se ele tirou uma nota 5,0 é considerado reprovado, mas o que ele conseguiu chegar nesta nota? Isso é totalmente desconsiderado, é como o caso do aluno da escola de aviação que tirou uma nota 8,0, excelente nota para os padrões de avaliação, mas e os outros 2,0 pontos? O que ele não teria aprendido? Seria algo que colocasse em risco a vida de seus passageiros? Acredito que como educadores devemos nos ater mais a aprendizagem de fato dos alunos, realizando uma avaliação dia-a-dia, mais qualitativa, para evitarmos as reprovações em massa na primeira para a segunda série, por exemplo, por competências e habilidades que faltam na primeira série do Ensino Fundamental e que podem ser tranqüilamente trabalhadas na segunda série como seqüência. Considero, portanto a questão da nota baixa, um elemento que merece mais discussões em reuniões pedagógicas para que possamos avaliar o que é considerado requisito básico em cada etapa da escolaridade. Fica então, os questionamentos que merecem, no mínimo, reflexão: O que os nossos alunos aprendem quando tiram uma nota considerada baixa? O que ocasiona a pouca nota que tiram? Será que não estamos dando mais valor a quantidade, quando deveríamos dar valor ao que o aluno está avançando? O que é uma nota diante das etapas do crescimento para aquisição de conhecimentos?

(Profª Especialista Elisane Ortiz de Tunes Pinto, Coord. Pedagógica da Educação Infantil, 25/09/2003)

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“O professor merece a nota que dá, por isso o educador se constrange ao dar nota baixa. Reprovar um aluno, para o educador, é reprovar a si mesmo. Ele respeita o aluno, sabe que o aluno é um ser humano como ele e que uma reprovação é ranço de país atrasado, em países desenvolvidos não existe isso.”
(extraído da http://geocities.com/napa_org/ - Cremilda Estela Teixeira – presid. do NAPA)

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“A nota não pode ser usada para controlar o mau comportamento dos alunos em sala de aula e sim com avaliação do conhecimento”.
(Firmiana, professora do Ensino Fundamental)

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A nota das provas finais pertence à parte burocrática existente na escola, pois, na verdade, não é possível avaliar todo conhecimento do aluno através de uma prova com algumas questões. O ideal é que diariamente o aluno seja acompanhado de orientação e avaliação do professor.
(João Pedro, professor do ensino médio)

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A nota baixa deve também ser uma preocupação para o professor, pois ele é o mediador entre o conhecimento e o aprendizado do estudante. A nota baixa talvez seja um indício de que o aluno precisa ser melhor orientado.
(Carol Siqueira, aluna do ensino médio)

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Muito se tem falado com relação à interdisciplinaridade, competências múltiplas... Contudo pouco ou nada mudou. A situação a cada fim de bimestre se repete: os alunos ficam apreensivos, ansiosos e preocupados. Está na hora de apresentar a NOTA aos pais, professores e amigos. Tarefa difícil, insuportável e degradante para muitos. O impacto pode repercutir nas relações familiares, docentes e discentes. Muitos preferem esconder os resultados, mostrando algumas poucas provas, para não ter de se submeter ao “tribunal da inquisição”, onde o júri é formado pela família, coordenação pedagógica e corpo docente da escola, que julga e condena os estudantes, culpando-os pelo fracasso escolar. É comum ouvirmos: “Esse menino não gosta de estudar”, “Meu filho é um fracasso”, “Esses alunos não têm compromisso com o estudo”, “Desse jeito, vai ser reprovado”, “Essa menina não quer nada com a vida”, “Não sei mais o que fazer, só resta tirar da escola”...

Na verdade, são poucos os educadores que estão tentando descomplicar a aprendizagem e se focar em resultados. O que interessa é que os alunos sejam pessoas mais felizes. Felizes porque se sentem a cada dia mais competentes e capazes de enfrentar os desafios de mudança que o mundo está a exigir de todos nós. É para isso que devem ser treinados e não para tirar nota baixa ou alta, sentar numa sala de aula, agüentar horas e horas um professor que ainda dá à NOTA um caráter quantitativo à qualidade do ser humano, pois mede quanto ele vale desconsiderando as outras dimensões da sua existência emocional, cognitiva e social. É ridículo, mas é verdade; parece coisa de outra época, mas é coisa do século XXI. Muitas escolas ainda utilizam a nota para avaliar e analisar o desempenho intelectual de seus alunos.

Mas será que por meio de uma nota baixa ou alta, podemos de fato avaliar os conhecimentos, as habilidades, as atitudes, as aptidões e as experiências dos alunos? Através dela, podemos e temos o direito de decidir se aprovamos ou reprovamos o desempenho intelectual dos estudantes? Quais são as conseqüências emocionais, cognitivas e sociais desse ato para os alunos? Por que a nota continua sendo o maior parâmetro avaliativo nos diversos tipos de exame das instituições educacionais? A Lei 9.394/96, a LDB, ou Lei Darcy Ribeiro, como ficou mais conhecida, acabou, a rigor, com o sistema rigoroso e tirânico de notas e médias finais no processo de avaliação escolar. Claro, a nota pode existir como referência de verificação de estudos. A nota verifica, não avalia - toda verificação é uma forma de avaliação, mas nem toda avaliação resulta da verificação. Aliás, mesmo a verificação, tão rotineira no meio escolar, é parte do processo de aprendizagem e, portanto, não deve ser confundida com o julgamento do ensino. Ninguém aprende para ser avaliado. Nós aprendemos para termos novas atitudes e valores no palco da vida. A avaliação, meio e nunca fim do processo de ensino, não deve se comprometer em ajuizar, mas reconhecer, no processo de ensino, a formação de atitudes e valores. A educação em valores é uma realidade legislatória. A LDB, ao se referir à verificação do rendimento escolar, determina que nós, docentes, observemos os critérios de avaliação contínua e cumulativa do desempenho do aluno, com prevalência dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos e dos resultados ao longo do período sobre os de eventuais provas finais (Art. 24, V). Aspectos não são notas, mas registros de acompanhamento das atividades discentes. A avaliação contínua e cumulativa é um recado para todos os professores que nenhuma avaliação deve ser decidida no bimestre, trimestre ou semestre, mas deve resultar de um acompanhamento diário, negociado, transparente, entre docente e aluno, daí seu aspecto diagnóstico. Ou seja, constatada no processo de avaliação a não retenção de conhecimentos, toma-se à medida de superar a limitação de aprendizagem.

Na educação escolar, a fase da educação infantil é o período mais fértil para mostrar às crianças que a avaliação é apenas um acompanhamento e registro de seu desenvolvimento, sem o objetivo de promoção, mesmo para o acesso ao ensino fundamental (Art. 31). Nos demais níveis escolares, inclusive a educação superior, a avaliação deve estar submetida aos objetivos de formação do cidadão, especialmente de levar o educando ao desenvolvimento da capacidade de aprendizagem, tendo em vista a aquisição de conhecimentos e habilidades e a formação de atitudes e valores. Que tal começarmos a pensar nisso?
(Cláudia Lauro Eiras - Orientador Educacional do Instituto Educacional SER, Jacaraípe, Serra- ES, enviada em 26 de setembro de 2003)


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Nos dias de hoje, acho muito triste um aluno ser avaliado por notas. Acredito que as crianças estão muito mais aptas do que imaginamos. Ao retribuirmos uma nota, estamos rotulando o aluno como bom ou ruim. Penso que todos são bons, dentro de suas capacidades. Cabe ao professor resgatar suas potencialidades.
(Ana, professora, enviada em 20/10/2003)

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Quando um aluno ou um pequeno grupo de alunos tiram notas baixas, deve ser repensada a abordagem do professor a estes alunos. Que motivos levam estes alunos a não corresponderem aos resultados nas diversas formas de avaliação aplicadas? Entretanto, quando a maior parte da turma fica com notas baixas, deve ser repensada a abordagem do professor quanto à sua disciplina, pois talvez seu conteúdo não esteja sendo devidamente transmitido. Não devemos nos preocupar em pensar em culpar alguém: se a culpa é de um ou de outro por um mau resultado em avaliações. Devemos nos conscientizar que o ensino é um desafio tanto para quem tenta apresentar seu conhecimento quanto para quem tenta compreendê-lo. Entretanto, cabe ao professor, como profissional e coordenador das atividades em classe, descobrir a melhor abordagem para a apresentação de sua disciplina de forma a atingir os objetivos de seu processo de avaliação.
(Luiz Antonio Pires Fernandes Jr., professor, enviada em 22/10/2003)

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Na minha opinião um dos fatores que faz o aluno tirar notas baixas é a falta de estímulo e a falta de afinidade do aluno com o professor. Muitas vezes nos preocupamos apenas com o conteúdo e não com a forma. Minhas aulas são, graças à Deus, bastante freqüentadas. Não faço provas, em minhas 6 turmas, apenas os avalio pela participação, exigindo deles um questionamento crítico e não mecânico. Além disso, realizo em sala, exercícios, debates e várias dinâmicas de grupo. Todas as aulas são alegres, conto piadas, passo mensagens, converso sobre futebol. Dentro e fora da sala, pelos corredores, falo a língua deles, principalmente as gírias engraçadas. Só não digo palavrões. Alguns podem me achar apenas um amigo deles, mas foi assim que consegui melhorar bastante suas notas. Não temos que nos afastar dos alunos, como se fôssemos intocáveis, conhecedores de tudo e donos da verdade. Se encontro os pais dos alunos na escola e estou com tempo, mesmo que seja pouco, falo de seus filhos sempre tentando, primeiro, elogiá-los para depois tocar nos principais erros de seus filhos. Antes que pensem que dou intimidade demais, digo aos colegas que dou e dôo atenção. As provas têm que ser banidas e a aproximação é fundamental.
(Washington Luís, professor de Geografia da Escola Estadual Prof. Carlos Alberto Cerqueira
Salvador/BA, enviada em 09/10/2003)


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Acho que essa questão sobre nota baixa é muito complicada, nós educadores estamos passando por momentos difíceis, ao perceber que precisamos mudar nosso método de avaliação, nos esbarramos nas várias teorias de aprendizagem, sem saber por onde seguir, acredito que deveríamos ter mais cursos para uma boa avaliação de nossos alunos.
(noejoa, professor(a), enviada em 05/10/2003)

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Como educadora, percebo uma preocupação excessiva com a avaliação do aluno, quando na verdade somos avaliados a todo o momento em diversas situações. Não dar nota baixa, deixá-los passar de ano, desestimula o aluno no ato de competir. Incentiva-os a estagnar e até de desconhecerem o seu verdadeiro potencial.
(Dayse, educadora, enviada em 05/10/2003)

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Boa Noite. Não sou nada mais que um estudante de arquitetura (da EAUFMG), descrente do sistema de ensino atual, que, por ser muito mais voltado na preparação para o vestibular, valoriza muito mais as notas em detrimento de outros aspectos importantes que deveriam ser abordados na educação em geral, como a sensibilidade e a criatividade.

Depois de estudar a vida inteira sem um único propósito a não ser para marcar respostas de provas de vestibular, cujos conhecimentos embutidos nelas são praticamente inúteis na minha vida profissional (apesar de a arquitetura ser uma das profissões que exige conhecimentos de quase todas as disciplinas do ensino médio), questiono seriamente a qualidade do ensino que recebi, desprovido de caráter humanístico, apesar do discurso humanista e religioso que permeia as instituições católicas de ensino, grandes geradoras de hipocrisia.

Notas baixas são mais uma forma de constrangimento e controle sobre o aluno, já que só mede sua capacidade de memorização e alguma (pouca) capacidade de raciocínio, sendo que o sucesso deste como pessoa reside mais na habilidade de viver em comunidade e na sua criatividade. Avaliação por nota, da forma que é feita no Brasil (especialmente o vestibular e todos os seus subseqüentes subprodutos, as avaliações escolares), tende a rotular alunos e criar estigmas, além de ser contraproducente por estimular o estudo por coerção, não pelo prazer. Obviamente, crianças de 10 anos não têm responsabilidade para estudarem sozinhas, mas se o estudo for algo que dê prazer isso poderia evitar toda essa preocupação e debate a respeito de notas. O fato é que o ensino dado pela maior parte dos estabelecimentos do ramo no país (creio eu, muito parecido com o que eu mesmo recebi) é desinteressante, até porque é um verdadeiro amontoado de dados e informações sem lógica, lúdica ou utilidade, sem qualquer ligação com a realidade do aluno (apesar do esforço que tem sido feito para contornar essa esquizofrenia). Além de tudo isso, obrigam o aluno a escolher a profissão que vai exercer para o resto da vida.

Os métodos tradicionais são pródigos em deixar de fora esses aspectos da formação pessoal e intelectual, sem falar da falta de espirito lúdico que o ensino deve proporcionar ao aluno (remontando à Grecia antiga, onde o ensino era ligado ao lazer e prazer). Espero que os educadores de plantão recebam minhas críticas e, se as negarem, que provem por A+B que meu empirismo está errado, onde e por que está errado. Obrigado

(Guilherme Araújo Grochowski, arquiteto, enviada em 03/10/2003)
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Creio que há notas baixas, principalmente, quando o assunto não é interessante, ou é trabalhado de uma forma fragmentada. Sou professora e todo trabalho que faço onde há discussão, pesquisa, debates e muita interatividade; eles aprendem a usar para sua vida este conteúdo e não há muitas notas baixas. Quando baixo regras e regras, fujo do dia-a-dia, mesmo com técnicas diferentes, eles não conseguem aprender e daí... Para haver interesse, aprendizagem deve ser estimulante,
deve interesar. Caso contrário, só muita recuperação para tentar superar as notas baixas.
(Nouriques, professora, 03/10/2003)

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Há mais de oito anos que a avaliação de nossa escola deixou de ser através de notas. Desde então, avaliação, para mim, deixou ser exclusivamente da responsabilidade do professor, mas, passou a ser de todos que participam do processo ensino-aprendizagem. Porém, tudo isso, não aconteceu de uma hora pra outra, foi resultado de muitos estudos, pesquisas, discussões, seminários, construções, reconstruções, descontruções, reflexões, relatos de experiências, convencimento, conquistas, mudanças etc... Mesmo assim, ainda hoje quando participo de uma avaliação, tenho dúvidas se estou ou não avaliando de uma forma mais justa.

Outro grande problema enfrentado pelo grupo de professores de nossa escola foi o de conquistar nossos alunos para essa caminhada, pois os mesmos vinham de um processo de avaliação onde só quem avaliava era o professor e o importante era tirar “notas boas” e não o conhecimento construído pelo aluno, mas essa barreira também foi superada por uma proposta mais justa de avaliação onde todos que participam do processo ensino-aprendizagem avaliam e são avaliados.

Hoje nossos alunos sentem-se mais seguros, pois se avaliam, avaliam e são avaliados dentro dos critérios e instrumentos previamente definidos pelo grupo que participa do processo ensino aprendizagem.

A partir do momento em que o aluno toma consciência de que é o maior responsável pela sua aprendizagem, pelo seu crescimento cultural e científico e que pode contribuir para o crescimento do outro, creio eu que ele deixa de se preocupar com notas altas ou baixas e passa a priorizar mais a elaboração do conhecimento construído.

Quando me senti parte desse processo avaliativo, acabei também com a preocupação de avaliar os alunos por notas e eles não fazem mais essas perguntas: professor quanto tirei? Eu passei? A minha nota foi boa ou ruim? Agora as perguntas são outras quando vamos discutir aquele texto. O que você achou do meu texto, professor? Qual a sua opinião sobre esse tema? Enquanto for professor ninguém terá nota alta ou nota baixa.
(Gilvando Araújo de Brito, professor de matemática e metodologia do ensino de matemática do Instituto de Educação do Estado do Amapá – IETA, 03/10/2003)


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Notas baixas referem-se ao fraco rendimento do aluno bem como a não participação da família na vida escolar do mesmo. Fala-se em notas não suficientes ao aluno, mas o que ele está passando não está se levando em conta, portanto seria necessário um bom trabalho da orientação educacional a fim de proporcionar ao aluno condições de mostrar seu real valor perante a sociedade. Valorizar a equipe pedagógica oferecendo-lhes recursos suficientes para auxiliar o aluno em seus problemas particulares e conseqüentemente escolares. A solução do problema não é imediatista, mas resultará de um processo de união com a ajuda de psicólogos, assistentes sociais e demais profissionais dispostos a ajudar o Ensino neste país.
(Marcia Malta, professora, enviado em 30/09/2003)

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O assunto nota, por si só, já é bastante polêmico. Tirar nota baixa é uma das conseqüências de um sistema de avaliação que considera o conhecimento como uma escada, onde cada um estaciona em um degrau. Tirar nota não tem nada a ver com ser avaliado. Todos os dias, todos nós somos submetidos a avaliação de desempenho, de trabalho, de freqüência etc., sem que para isto seja necessário dar nota. Até quando a maioria das escolas brasileiras (e já existem escolas sem nota aqui e em outros países) vai continuar dando nota e diploma a alunos que não tiveram desempenho suficiente nos cursos que freqüentaram? Porque é disto que se trata, pois ou o aluno apresentou um padrão de aproveitamento de estudos suficiente para enfrentar novos desafios, ou não, e neste caso precisa de nova oportunidade (não necessariamente repetindo o ano, com as mesmas lições, textos e exercícios...). A última palavra quanto ao aproveitamento do aluno deve ser do professor. Isto pode trazer injustiças, avaliação incorreta etc.? Fica claro que sim, porque nenhum profissional é infalível; e falhas também encontramos em diagnósticos médicos, em inspeções de engenheiros, em sentenças de juízes etc., mas o parecer de um professor sobre o período letivo do aluno seria certamente, um instrumento mais confiável do que uma média feita a partir de uma prova que não prova, senão o imobilismo de grande parte dos educadores no empenho para dar uma melhor qualidade ao ensino. Talvez esta opinião cause reprovação, mas felizmente não se trata de uma prova escolar, e sim de um debate, muito pertinente sobre um assunto que está exigindo reflexão e posicionamento de todos os educadores.
(Cristina Capistrano, professora, enviado em 29/09/2003)
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A questão da nota já é complicada, ainda mais se for baixa. Acredito que os professores devem procurar utilizar duas ou mais maneiras de avaliar o aluno, propiciando assim oportunidades para se garantir uma nota, se este for o critério da escola. Nem sempre o aluno corresponde, apesar das oportunidades. Na minha escola (mania de professor: toma posse de tudo: meu aluno, minha escola...) utilizamos conceitos: PS = plenamente satisfatório /S= satisfatório/ NS= não satisfatório. E de repente aquele aluno que não foi bem nas avaliações objetivas consegue um S nas pesquisas, projetos... Isto desestimula outros alunos que são mais comprometidos. Entendo que a avaliação deve ser global e não apenas quantitativa. Estamos tentando.
(Mary, enviada em 29/09/2003)

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A nota baixa tem significativo valor para professores que avaliam o aluno e não a aprendizagem. Uma nota baixa deve ser indicativo de que o aluno apenas não chegou onde determinamos como ponto de chegada. Os motivos pelos quais ele não chegou devem ser investigados por nós professores. A avaliação classificatória exige uma nota como referencial para a classificação. Sabemos que não se classifica a aprendizagem e sim o aluno. Porém o que queremos saber é o que o aluno aprendeu e como ele aprendeu, daí não fazer sentido nem ter importância a nota baixa.
(Prata Barros, enviada em 28/09/2003)

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Precisamos encontrar alternativas de trabalho criativas que permitam avaliar sem a síndrome do medo de ser avaliado. Na maioria das vezes os alunos correspondem às expectativas do professor sobre o nível de conhecimento adquirido em sala de aula nas atividades de rotina, sendo que diante do instrumento de avaliação pré-estabelecido, não apresentam o mesmo desempenho. O sistema de avaliação tradicional é o bicho-papão do aluno, inibe, castra e não dá um diagnóstico real das condições dos alunos. Notas baixas representam diferentes situações que vão desde a falta de atenção e interesse pelas atividades de sala de aula, o que é mais comum se atribuir como causa, até mesmo a uma didática desestimulante. O fracasso escolar precisa ser investigado e a investigação precisa começar na fonte: na família, na vivência do aluno e na atuação do professor.
(Anam Goulart, enviada em 28/09/2003)

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Sou Professor atualmente e estou cursando um curso de Engenharia onde notas baixas é uma coisa normal e natural, por isto tento facilitar o máximo para meus alunos sem deixar baixar o nível. Embora seja difícil, faço o que posso.
(Thiago Airon, enviada em 28/09/2003)

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Quando os alunos tiram nota baixa pode ter certeza que não houve aprendizado. É necessário a motivação, aulas diferentes para estimularem o aprendizado. Meus alunos tinham dificuldade para redigir textos; assim decidi mudar minha metodologia: criei roteiros com perguntas para que fossem respondendo e criando assim seus textos. Assim consegui despertar a escrita e a vontade de escrever com prazer. Todas as perguntas eram feitas em tom de brincadeiras ou de perguntas de assuntos que lhe interessavam.
(Eliana, professora, enviada em 28/09/2003)

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Nota baixa???? O que é isto?????? O mundo passa por inovações tecnológicas e o ato de ensinar e aprender entrou na era das novas tecnologias. Não se admite hoje, o ensino fragmentado e o processo ensino-aprendizagem estático, sem empreendedorismo por parte dos mestres e alunos. A nota não é resultado do processo ensino-aprendizagem e sim feed-back de como foram repassados os conhecimentos. A educação deve ser global e empreendedora, lidar com as várias interfaces da inserção do aluno em seu contexto político-sócio-econômico e cultural. O aluno deve aprender a fazer fazendo e assim deve ser avaliado, respeitando seus limites e possibilidades. Não há que se falar em nota alta ou baixa e sim em competência para fazer ou deixar de fazer. A sociedade reclama por mudanças e o ensino tradicional não deve mais ter espaço.
(Solange Lourdes de Souza, enviada em 27/09/2003)

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Há muito tempo que se discute em escolas sobre o tema avaliação. Os resultados numéricos preocupam, não só em termos de quantidade como de qualidade. Como avaliar um aluno com números? Quais são os verdadeiros significados dos números na avaliação? Penso que é muito polêmico este tema, mas nós, professores buscamos sempre novas alternativas. Na minha escola, usamos menções como: S-Sim, N - Não e EP - Em Processo. Quer dizer, alcançou os objetivos propostos. Não alcançou os objetivos propostos e o aluno e sua aprendizagem estão em processo. Mesmo assim, avaliar não é fácil. Existem muitos parâmetros a se analisar, além dos resultados de uma prova. Aliás, o professor, que é mediador no processo, nem utiliza mais provas. O dia-a-dia dos alunos e professores são etapas fundamentais que devem ser muito bem analisadas para o processo de ensino-aprendizagem e sua avaliação.
(Ivete Schwingel - Espec. Informática Aplicada À Educação e Professora de Educação Física - Escola Estadual de E.F. Professora Leontina- Venâncio Aires-RS, enviada em 27/09/2003)

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Trabalho com classe de alfabetização há pelo menos 15 anos e nunca dei uma nota baixa, nota vermelha para meus alunos de primeira série. Acredito que ela representa o contrário daquilo que prego, já que enfatizo o valor de tudo que fazemos e apresentamos como trabalho. Se o professor em sala de aula não for capaz de promover atividades onde o aluno tenha a chance de demonstrar que se apropriou de alguma forma de conhecimento, por menor que seja, é recomendável que este professor reveja seu trabalho, sua metodologia, seus critérios de avaliação e principalmente sua relação com o aluno. Receber uma nota baixa é como receber um rótulo de incapaz, um passaporte para o desestímulo. Nenhum professor deve esquecer que a nota que atribui ao aluno atribui em certa medida a si mesmo.
(Vidoca2 - por e-mail, enviada em 27/09/2003)

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Na minha opinião, quando o aluno tira uma nota baixa é necessário que o professor investigue junto ao aluno o que ocorreu e faça a sua intervenção. A nota baixa serve apenas para mostrar que algo não vai bem, ou por parte do professor ou na dificuldade que o aluno teve ou tem com o conteúdo no qual foi testado. Em ambas as partes é importante retomar o conteúdo e intervir. Vale a pena tentar outras atividades com o aluno.
(Dorothy Matias, professor, enviada em 27/09/2003)

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Sou Cordenadora Pedagógica de uma escola de Ensino Fundamental de 1ª à 4ª série. Tenho uma classe de 2ª série de 16 alunos, onde há alunos problemas: hiperativos, alunos com muitos problemas familiares... muita falta de interesse em prestar atenção nas aulas previamente programadas para cada um deles, pois estão em fases diferentes de aprendizado. Por esses motivos, a nota baixa é só uma conseqüência. O que fazer?
(Renata Janota, coordenadora pedagógica, enviada em 27/09/2003)

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Muitas vezes a nota baixa está relacionada à falta de interesse dos alunos e à realidade social na qual estão inseridos, muitos não vêem no estudo uma oportunidade de ter uma boa colocação no mercado de trabalho, pois todos os dias a TV está mostrando pessoas com diplomas enfrentando filas enormes para ocuparem lugar em atividades que não estão de acordo com o nível de estudo que tiveram. Tenho encontrado um grande número de evasão no noturno, principalmente na 5ª série.
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